21 de fev. de 2010

Eu não gosto mesmo

 

"Me explicaram ontem o sucesso da saga Crepúsculo, que esgota livros e lota os cinemas. Fiquei chocado.
Trata-se da história de vampiros virgens, politicamente corretos e vegetarianos, escrita por uma autora conservadora Mórmon. O vampiro gato só vai morder e chupar o sangue da gatinha depois de se casar com ela [no terceiro livro]. Apesar dos apelos dela no segundo livro. Nem o lobisomen papa a mocinha, por respeito aos bons valores do celibato. E não comem carne de animais, apenas chupam o sangue deles.
O livro-filme é adotado pela onda conservadora que varre a nova geração, que retoma o tabu da virgindade.
É uma afronta ao espírito libertário e provocador do personagem vampiresco, que suga o sangue das virgens e as amaldiçoa, arquétipo europeu comum à civilização ocidental e da modernidade, síntese da luta desejo versus moral. E o galã do filme é considerado o ator mais sexy do momento. Então as menininhas assistem à Lua Nova, babam e se recolhem. Ainda bem que vim de outra geração."
[Escrito por Marcelo Paiva]

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