24 de jun. de 2008

Mesa de Bar

Um olhar
A vagar
Devagar,
Entre cadeiras e mesas
Meio soltas, meio presas,
Entre copos e taças,
Entre risos e graças,
Fixou meu olhar,
Distraido,
Perdido,
Sem rumo ou destino,
Sem cantos ou hino
E marcou minha alma
Triste, distraida e calma
Que me tinha contido.
Perdido
Olvidado
E desamado.

Ar de perfume e fumaça,
Ao meio de sons paralelos,
Suave, uma música passa,
Marcando outros elos
Que lentamente se formam,
Se conformam
Se deformam
E informam.

Que a visão bailarina,
De uma mulher menina,
Cruzou o destino
Do meu desatino.

Minha mão, sua mão
E sem haver um senão
Um beijo foi tudo.
Entretanto e contudo
Foi pouco
Para um louco
Sedento de dor,
Sedento de amor.


Paulo Rogério Della Méa

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